Pessoas

Ilona Ingrid Appel Farina

Filha

1959 – presente

Ilona Ingrid Appel Farina nasceu em 28 de fevereiro de 1959 na histórica cidade relojoeira de Schwenningen am Neckar, no sudoeste da Alemanha. Primogênita do mestre relojoeiro silesiano Siegfried Christoph Appel e da modista teuto-brasileira Sonja Helga Trude Stegmann Appel, sua chegada ao mundo marcou o nascimento da primeira herdeira da dinastia no pós-guerra. 
A Pequena Viajante do Atlântico e a Chegada ao Paraná.
Com apenas três meses de vida, nos braços zelosos de seus pais, Ilona protagonizou a grande travessia transatlântica rumo ao Brasil em meados de 1959. A família estabeleceu residência inicial na vibrante cidade de Londrina, alugando uma casa na elegante Avenida Higienópolis. 
Em 1961, com o chamado dos laços familiares e o início das atividades da Oficina Breslau, mudou-se em definitivo para a histórica esquina das ruas Santos Dumont e Hugo Maria do Vale, em Rolândia. Sob o teto paroquial e comunitário da terra roxa, cresceu acompanhada de perto pelos avós, Wilhelm e Frieda Stegmann, e viu o lar se completar com a chegada dos irmãos menores: Roger Roland (1962) e Angela Gertrud (1965). 
Infância, Tradição e o Elo Cultural com Maura Vicente
Dentro de casa, Ilona cresceu imersa na sólida tradição cultural germânica. Convivia com o dialeto suábio (Schwäbisch) falado pelos avós maternos e com a pureza do alto alemão (Hochdeutsch) exigido pelos pais. 
A conexão definitiva com o português das ruas de Rolândia deu-se em 1964 através da cerca dos fundos da Oficina Breslau, onde iniciou uma profunda amizade com a vizinha Maura Vicente. O convívio reproduziu de forma terna a história da própria mãe anos antes: Ilona dominou a língua portuguesa na convivência diária com Maura, enquanto a vizinha brasileira passou a compreender os diálogos em alemão da família, consolidando um intercâmbio de infância marcante e inseparável. 
Entre os momentos vivos da meninice em Rolândia , destacaram-se:
A Corrida de 1967: Ao disputar uma corrida de apostas com o irmão Roger contra o pai em um carreador de terra, ficou desapontada ao ver Siegfried vencê-los com facilidade, sem compreender como alguém a quem considerava um "velho" podia correr tanto. 
A Sensibilidade Familiar (1969): Durante uma confusão urbana na calçada da esquina, assustou-se e chorou com a brincadeira do pai em empunhar uma tesoura, sendo acolhida e consolada por Siegfried logo após o mal-entendido. 
O Futebol e a Televisão (1970): Compartilhou a euforia do tricampeonato mundial de futebol assistido na sala da casa na TV Telefunken em preto e branco ao lado da família e da vizinhança. 
A Manhã de 10 de Fevereiro de 1972: O Sonho e a Despedida
Durante uma viagem de férias com a mãe e os irmãos para Blumenau (SC), no início de 1972, Ilona foi o canal de uma das mais comoventes conexões espirituais registradas na crônica familiar. 
Na madrugada de 10 de fevereiro de 1972 — exatamente no momento do trágico falecimento do pai em Rolândia —, acordou assustada após sonhar em detalhes com o cortejo fúnebre saindo da porta da cozinha de sua casa. No sonho, enquanto as crianças abriam espaço e voltavam a brincar, ela olhava para o céu e via Siegfried fitando-a com serenidade, proferindo palavras que se tornariam a âncora de sua vida: "Isso mesmo Ilona, não quero que vocês chorem a minha morte, porque estarei sempre vivo em vocês". A revelação foi confirmada imediatamente pela irmã caçula Angela, que despertara compartilhando a mesma visão celeste. 
Sensibilidade Artística e Coautoria do Memorial Familiar
Herdeira do talento visual e das habilidades plásticas herdadas da linhagem materna e paterna, Ilona canalizou suas lembranças em arte e afeto: 
Ilustradora Histórica: É de sua autoria a comovente ilustração a bico de pena que recria um dos instantes mais dramáticos da biografia de Siegfried: a cena de 1º de fevereiro de 1945, quando o jovem soldado se desfaz cirurgicamente de uma granada ativa na neve no momento de sua captura pelo exército soviético. 
Coautoria da Obra: Ao lado do irmão Roger Roland Appel e da irmã Angela Gertrud Appel Nabhan, atuou como coautora na reconstituição documental e narrativa do livro "O Relojoeiro de Breslau: A Odisseia de Siegfried Appel Contra o Tempo". 
Legado
Ilona Ingrid Appel Farina é o símbolo vivo da transição entre dois continentes: a primogênita que atravessou as ondas do Atlântico nos braços dos pais e que, ao longo de sua trajetória, soube transformar a dor precoce da perda paterna em generosidade, expressão artística e fidelidade incondicional à memória dos seus antepassados.
Prima

Prima

Tio Albert

Tio Albert

Colinho de Mãe

Colinho de Mãe

Desbravadores

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Meu Vestido Lindo

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Chacara Walter

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Nascimento

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Bem Pesado

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Nene

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Ops

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Linguinha

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Gatinho

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